Nem sempre é uma tarefa fácil decidir onde comprar tráfego online para seu site. Entre tantas opções, canais e modelos comerciais, é uma decisão difícil e complexa saber se você realmente está fazendo a lição de casa da maneira correta, se está de fato trazendo o melhor resultado possível ou, ainda, se está pagando um bom “preço” por aquele click ou view dentro das estratégias de marketing que o mercado oferece.

Neste artigo sobre marketing digital, vamos explorar os principais canais e algumas das estratégias que utilizamos aqui na agência para que você possa conhecê-las e testá-las em seu negócio. Vale lembrar que cada estratégia é peculiar a cada negócio e o resultado em marketing de performance varia totalmente de acordo com cada segmento ou operação online. Nunca subestime o valor e o potencial dos canais abaixo. Antes de afirmar que eles são canais ruins, pense se realmente você fez a melhor estratégia possível para que ele gerasse o resultado que o seu negócio precisa.

 

1) Google Adwords – Google Search

Pense em qualquer palavra do mundo. Muito provavelmente alguém está comprando esta palavra porque ela possuía sinergia com o respectivo negócio/site. A forma mais simples e direta de se comprar tráfego online qualificado para seu site é através de campanhas de palavras-chave Google. Ao mesmo tempo em que o Google criou uma ferramenta extremamente simples para se comprar e divulgar anúncios (Google Adwords), ela é extremamente rica em detalhes e customizações que podem fazer toda diferença na hora de divulgar suas campanhas.

Confira as dicas abaixo para ter uma melhor performance de suas campanhas de Google Search:

Dica 1: Confira e explore as extensões de suas campanhas. Além de melhorarem diretamente o índice de qualidade dos anúncios, elas fazem com que seu resultado seja melhor. As 3 principais extensões que recomendamos para sua campanha já ter um bom incremento de qualidade são:

  • Extensão de chamada: Possibilita que seus anúncios apareçam com um número de telefone neles, facilitando, assim, ligações quando as buscas são realizadas via mobile, por exemplo.
  • Extensão de Sitelinks: Possibilita que você direcione seu consumidor para páginas internas de seu site de uma maneira mais estratégica. Exemplo: você está fazendo um anúncio para sua categoria de “Relógios Masculinos” e compra a palavra “loja de relógio masculino”. Considere fazer sitelinks como “relógios masculinos de pulseira de couro” ou “relógios masculinos de pulseira metálica”. Isso já segmentará melhor sua busca e aumentará consideravelmente seus resultados.
  • Extensão de frase: As extensões de frase dão um destaque final para seu anúncio Google e podem trazer informações, como um desconto no boleto ou alguma promoção específica.

Dica 2: Outra dica importante para sua campanha ter uma melhor performance é avaliar os “Downgrades” e “Upgrades” para dispositivo e locais que o Google Adwords oferece. Através do Adwords, você pode encontrar sua taxa de conversão e qual seu volume de acessos para mobile, tablet e computadores e, com isso, aplicar CPC’s diferenciados para cada dispositivo. Isso pode fazer toda a diferença para o seu negócio, principalmente com o crescimento exponencial do uso dos celulares.

2) Google Adwords – Google Remarketing

Você já parou para avaliar que, se a taxa de conversão do comércio eletrônico no Brasil está entre 1% e 3%, um volume de até 97% entra em sua loja, navega por ela, conhece seus produtos, muitas vezes adiciona itens ao carrinho e abandona sua loja sem concluir a compra? As campanhas de remarketing Adwords vieram justamente para atender este público e abriram um leque grande de oportunidades e estratégias para “resgatar” um público potencial que entrou em seu site.

Dica 1: Nunca se esqueça de vincular o seu Google Adwords ao Google Analytics. Isso fará com que você possa acompanhar os números corretamente e, também, com que as listas de Remarketing criadas via Google Analytics sejam replicadas para o Adwords.

Dica 2: Tente sempre trabalhar com múltiplas listas. Uma recente atualização do Google Adwords fez com que os anunciantes possam comprar e pagar valores diferentes de CPC para cada lista. Com isso, uma estratégia muito boa a ser usada é vincular múltiplas listas e testar o resultado a fim de direcionar recursos para as listas que mais performam. Você pode, por exemplo, criar uma lista de Remarketing com somente usuários de SP ou, ainda, usuários de SP que colocaram produtos no carrinho – ou somente novos usuários que tiveram a primeira experiência com seu site. Estas são apenas alguns exemplos de como é possível “clusterizar” as listas e criar estratégias para que elas possam levar um resultado melhor para seu site.

 

3) Google Adwords – Display

A oportunidade de apresentar sua marca para milhares de blogs e sites de conteúdo é uma ótima chance de conseguir levar um tráfego online adicional e qualificado para seu site. No entanto, tome bastante cuidado com campanhas de Display, pois se não bem configuradas elas podem representar um grande prejuízo para sua empresa. Fique atento às dicas que temos para suas campanhas de Display no Google Adwords:

Dica 1: Tente encontrar a melhor segmentação possível para sua campanha. As 3 mais comuns são:

  • Segmentação por Palavra-Chave: Selecione as palavras que possuem maior sinergia com seu negócio e deixe com que o Google encontre os melhores canais dentro daquela segmentação. Recomendado para clientes que querem um tráfego maior e mais amplo.
  • Segmentação por Canais: Selecione os sites que são referência em seu segmento e foque suas ações nestes sites específicos. Recomendado para clientes que querem um posicionamento exclusivo e direcionado.
  • Segmentação por Interesse: Selecione os níveis de interesse de seu consumidor e deixe com que o Google encontre estes consumidores. Recomendado para clientes que querem trabalhar conhecimento de marca.

Dica 2: Trabalhe com testes A/B de Banners. Somente assim você saberá se performa mais um banner estático, animado ou, ainda, com uma chamada direta ou algo mais institucional. Ao avaliar o resultado dos banners, procure comprar KPI’s como “CTR”, “IMPRESSÕES”, “CLICKS” e “CONVERSÕES”. Eles serão as diretrizes bases para uma boa avaliação dos resultados de sua campanha de Display, bem como de seus banners.

4) Google adwords – Google Shopping

Uma das maiores fontes pagas de receita para o varejo online, o Google Shopping se consolida ano após ano. Se sua loja virtual ainda não o utiliza, você precisa rever suas estratégias de divulgação. Caso já o tenha utilizado, porém os resultados não foram satisfatórios, recomendaríamos uma revisão completa das estratégias que foram utilizadas (confira a Dica 1). Através de um modelo de múltiplas opções de bidding, o Google Shopping é altamente flexível para que você compre tráfego somente no que realmente é de seu interesse.

Dica 1: Periodicamente, faça uma análise das principais marcas e ID’s de produtos que possuem melhores conversões. Através do Google Adwords você consegue comprar tráfego por diferentes modelos: Tipo de Produto, Categoria, Subcategoria, Marca, ID entre outros modelos. Isso faz com que abra-se um leque muito grande de estratégias e testes a serem realizados. Afinal, não existe um melhor método de compra, mas com certeza existe um melhor modo para sua empresa.

Dica 2: Manter o Feed atualizado pode fazer toda diferença para se potencializar resultados. Mais do que atualizado, estar em conformidade com as políticas do Google é de suma importância para que ele rode e se apresente corretamente. Um dos maiores produtos reportados pelo Google é a incompatibilidade de EAN/GTIN. Em seu Google Merchants você consegue puxar um relatório do Diagnóstico do seu Feed e ter acesso a essas informações.

 

5) Facebook Ads – Lookalike

É indiscutível o quanto o Facebook está inserido na rotina diária do internauta brasileiro. Saber usar esta ferramenta de anúncios de maneira estratégica, gerando tráfego para seu site e potencializando suas vendas/leads pode ser um grande diferencial. Uma das ferramentas mais interessantes quando falamos de Facebook Ads são as campanhas de Lookalike, onde você consegue definir e encontrar públicos com o mesmo perfil de navegação, interesse e comportamento que os compradores atuais de sua loja.

Dica 1: Tente “clusterizar” seus usuários, ou seja, um Lookalike de todos os seus utilizadores pode ser totalmente diferente – a nível de resultado – de um Lookalike daqueles usuários que acessaram apenas o carrinho de compras. Tente realizar testes entre estas segmentações e avaliar os resultados de custo e retorno com base nos segmentos.

6) Facebook Ads – Custom Audience

Assim como os anúncios Lookalike, a opção de anúncios “Custo Audience” dentro do Facebook é extremamente estratégica para re-impactar usuários que já tiveram uma primeira experiência com o seu site. Através do Pixel do Facebook ou subindo apenas uma base de e-mails, você consegue segmentar seu público e traçar estratégias específicas.

Dica 1: Assim como falamos em Lookalike para encontrar semelhanças entre usuários que acessaram o carrinho de compras, a estratégia em Custom Audience é não encontrar o semelhante, mas sim o usuário exato que colocou aquele produto e tentou realizar aquela compra. São estratégias como estas que podem aumentar diretamente sua taxa de conversão, além de uma aproximação de sua marca junto ao seu consumidor.

 

7) Instagram Ads

Dependendo de seu segmento, os anúncios em Instagram podem ser uma boa opção para sua empresa. Vale a pena avaliar a sua presença no Instagram e, caso tenha uma boa interação, explorar mais ainda este canal via anúncios pode ser um modo inteligente de aumentar seguidores – bem como as vendas e a presença de sua marca no Instagram.

 

8) E-mail Marketing

Uma das opções mais rentáveis para sua loja virtual é trabalhar com sua base interna de clientes através do envio regular de E-mail Marketing. Deixar o seu consumidor ciente de suas promoções e novidades é fundamental para estimular uma venda com um custo baixo de aquisição.

Dica 1: Trabalhe sempre E-mail Marketing no formato HTML. Assim, você garante uma maior taxa de entrega por parte dos disparadores, além de aumentar suas taxas de Open Rate (taxa de abertura) e Click Rate (taxa de click na peça para cada abertura).

Dica 2: Controle via Google Analytics os principais clicks em sua peça. Com isso, ao longo de alguns disparos, você poderá ter uma visão melhor do que sua base gosta de consumir em sua loja – se são ofertas de uma categoria X ou Y ou ainda qual assunto na new teve melhor taxa de abertura contra outro estilo de assunto.

 

9) Comparadores de Preço

O potencial que uma campanha de BuscaPé pode causar em suas vendas pode ser surpreendente. Se sua loja virtual já estagnou em vendas de Adwords ou se você está buscando novas opções de divulgação, considere divulgar em comparadores de preço. Canais como BuscaPé, Zoom, Jacotei entre outros podem ser o incremento de vendas que sua loja busca e precisa.

Dica 1: Evite trabalhar com o leque completo de produtos. Entenda e analise quais são os principais produtos que mais convertem, focando a divulgação de seus produtos neles.

Dica 2: Comparadores de preço trabalham com CPC mínimo, o que faz com que você tenha que ser assertivo no valor de CPC e também nas ofertas que decide pagar. Recentemente, o BuscaPé lançou uma ferramenta que possibilita a customização de CPC por ID de produto único. Com isso, você consegue escolher exatamente os produtos para os quais deseja alocar mais recursos.

 

10) Afiliados

Uma das grandes oportunidades para escalar receita com um custo controlado é atuar através de divulgação por afiliados. Geralmente, este modelo de divulgação utiliza-se de um modelo comercial via CPA (custo por aquisição), onde você somente paga quando houver a venda – modelo semelhante aos praticados pelos Marketplaces atualmente.

São alguns exemplos de redes de afiliados: Lomadee, Zanox, LinkShare, Afilio, Weach, entre outros.

Dica 1: Geralmente, as redes de afiliados exigem alguns indicadores para rodarem campanhas, como número mínimo de visitas, transações e estrutura de loja, além de uma integração precisa entre site e plataforma. No entanto, trabalhar com afiliados pode ser uma ótima fonte de vendas adicionais para sua loja virtual.